segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Eu piso em ovos a todo tempo.
Eu sigo o vento.

Eu sinto pena.
Maravilhado com as novidades eu pego a trena.

Eu meço o tamanho do cadarço que me prende.
A opinião que me fende.
O sentido que me vende,
Mas não se rende por que não rende.

Nunca fui de muita coisa capaz.
No meu discurso quero ser tenaz.

Só preciso de um minuto para te convencer.
Esse signo com você quero preestabelecer.

Pré requisito para que tenhamos comunicação
Para que entremos em comunhão.





Alguma coisa de extraordinário acontece quando eu começo a pesquisar na internet.
Tudo para muito lentamente quando começo a me dar conta de certas coisas.
Os homens criaram robôs que conseguem se equilibrar sozinhos mas não conseguiram desvendar a importância do olho no olho.
Isso é um twitter e não um poema, mas tem mais de 140 caracteres...
Você sempre achando uma nova forma de desenterrar a esperança.
Fazer um Frankenstein dela.
Não deixar ela morrer em paz.

Você tem medo que não exista nada além dela,
Você tem medo de testar esse tipo de limite.

Mas quando não se tem mais nada a perder é exatamente esse tipo de limite que nós temos que testar.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Confesso que teve um momento na nossa briga q eu pensei em não voltar.
Não entrar no avião.
Eu não me importo com o que os outros se importam.
Isso é bom e é ruim.
Eu me importo com o que você pensa de mim it
E eu penso tanta coisa que você pensa de mim, tantas coisas ruins mesmo, desprezíveis.
E eu me sinto tão mal de ser desprezível pra você.
Eu me sinto péssimo como eu sou.
Eu me sinto péssimo, como eu sou.
Que quase não entro naquele avião.
Quase.
Por uns três dias.

Mas eu me acalmou e penso que nada disso vale a pena
E o teclado me sugere palavras que eu nem pensei,
Mas eu faço qualquer coisa pra te ver feliz, até mesmo me importar em escrever faço com cecidilha, por que pra mim só isso vale a pena agora.
Só isso.
Tudo perdeu o sentido, as pessoas, o governo, o país, as religiões, a faculdade, o trabalho, a família, tudo que eu tinha afeto eu consegui desconstruir e eu não vejo mais sentido em nada a não ser em entrar naquele avião e estar o mais rápido possível a milimetros de você.

Por que a gente burocratiza até os sentimentos?

Essa não é uma pergunta retórica, eu não quero estar sozinho nessa conversa...

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Eu volto envolto em calma
Falando tranquilo sobre alma
Me questionando para ficar sadio
Se fizessem um atentando terrorista na periferia de alguma cidade do Brasil
Teria tanta comoção como na frança?
Ou seria só mais uma matança?
Talvez haja esperança
Pois não haja o que não haja
Até velha cara pintada pedindo dinossauro com faixa
Tranquilão jogando pra fora toda energia ruim
Pra não ficar igual gente que parece animal que come capim
Não é indireta, pois isso eu nem sei fazer
E seu soubesse preferiria não fazer
Acho que é momento de fazer
Nada
O nó na garganta está muito apertado
Mas nunca estivemos tão livres
Você pode pensar que está desesperado
Ou demasiado controlado (descontrole)
Mas comparado com as mulheres na Inquisição até que está amparado
Se pensarmos em todas a mulheres na verdade
Difícil viver a outra realidade
Do outro
Da outra
De cada um
Difícil quando a perceptiva não tem zoom
Sempre que eu escrevo imagino que alguém vai ler e se identificar
O reconhecimento do outro na minha palavra é como um lar
Sigo escrevendo como um mapa pra achar
Sentir o que o outro sente e eu não consigo pela minha diferença
De pele
De sexo
De afeto
De Crença
Para que eu cresça

E seja também uma diferença

R.Z.